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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Gordo não, forte

  José Diogo Quintela, membro do famoso grupo dos Gato Fedorento, escreve, todas as semanas, uma crónica para a revista Pública do jornal O Público, sobre diversos temas do nosso quotidiano. No artigo de há duas semanas, o tema era o programa norte-americano The Biggest Loser. Alguém conhece? É bem possível que sim. Como o Zé Diogo diz no seu artigo, "provavelmente, descobriu-o a fazer zapping. Quando viu um grupo de obesos a sprintar, sem ser atrás de uma feijoada, largou o comando e ficou vidrado. Como eu.". 
  Este programa televisivo é um reality show em que os concorrentes são pessoas com peso a mais e que se inscrevem no programa para perder esse peso e ficarem saudáveis. Todos os concorrentes são examinados por médicos e cumprem um programa de alimentação saudável e de exercício físico rígido acompanhados por dois treinadores.
  "Fiquei de boca aberta." foi o comentário do comediante quando viu pela primeira vez o programa, " Mas não durante muito tempo: fui logo fazer uma sandes de presunto, que isto de ver gorduchos impedidos de comer dá logo fome.". Em teoria parece apenas mais um programa dos milhares que já existem, principalmente na televisão americana, mas este é realmente inovador e algo nunca antes visto! A começar pelo título: The Biggest Loser. "Quem é o Biggest Loser? (...) Por um lado, refere-se àquele que consegue perder mais peso, o "maior perdedor". Por outro, também pode significar "maior falhado" e, nesse caso, refere-se a todos os bem nutridos, que muitas vezes são apontados de "falhados". Ou a tipos que ficam à noite em casa a ver o programa e a comer sandes de presunto.". 
  José Diogo Quintela levanta outra questão: "Porque é que eu gosto do programa", ou, neste caso, porque é que o público em geral gosta do programa? E é exactamente como ele diz, enquanto que nos outros programas, como o Big Brother ou os Ídolos, os concorrentes são irrealistas e vão para lá a achar que são os melhores, no Biggest Loser os concorrentes são realistas e admitem as suas fraquezas e não vão ao programa para se exibirem mas sim para pedir ajuda. "Não há pachorra para a bazófia dos outros, mas há simpatia para a assunção de fragilidade dos gordos." 


  É este o programa do momento, que está a mudar vidas e quem vê nunca mais quer outra coisa!

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